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Justiça do RJ nega direito de acesso às redações do Enem, diz MEC

Decisão vem na contramão do que foi proferido pela Justiça do Ceará.
Caberá ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife, avaliar.

Do G1, em São Paulo
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O juiz federal da 22ª Vara Federal do Rio de Janeiro, Rafael de Souza Pereira Pinto, indeferiu o pedido liminar da ação civil pública de vistas à prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), edição 2011, proposta pela Defensoria Pública da União, segundo o Ministério da Educação.
Com isso, há duas decisões válidas. A deferida pela Justiça Federal do Rio que nega o direito de acesso às redações e na contramão, a da Justiça Federal no Ceará que concedeu a todos os candidatos a terem acesso às cópias das provas de redação, e respectivos espelhos de correção do Enem. Segundo o MEC, nesta sexta-feira (20),  o Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), no Recife, deve definir qual decisão será válida.

Em seu site, o MEC publicou nesta quinta-feira (19) que, de acordo com o magistrado Rafael de Souza Pereira Pinto, "não há que se falar em direito subjetivo do candidato à interposição de recurso administrativo, visando à revisão de notas, notadamente caso o edital não contemple tal possibilidade, como é o caso aqui analisado."

O magistrado considerou também a amplitude nacional do exame. “Deveras, não se pode desprezar o fato de que o concurso em apreço revela-se de amplitude nacional, contando com mais de 6 milhões de inscritos..., razão pela qual a possibilidade de franquear vista de provas a todos os participantes, bem assim de oportunizar a interposição de recursos voluntários, constituiria procedimento de difícil viabilização na prática, para além de comprometer severamente o cronograma do Enem ou, ao menos, poderia vir a torná-lo de difícil implementação”.
Pereira Pinto analisou ainda, segundo nota do MEC, que o edital do Enem foi publicado há diversos meses, razão pela qual o conteúdo poderia ter sido impugnado. “Não me parecendo razoável que somente agora, após a realização de todas as provas, e às vésperas do encerramento do prazo de inscrição no Sisu, a Defensoria Pública da União venha a Juízo questionar a legalidade de cláusulas editalícias, em relação às quais, é válido acentuar, há muito possuía prévia ciência”.

Enem de abril
Pela manhã, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta que a decisão da Justiça do Ceará de permitir acesso aos estudantes às provas de redação do Enem torna difícil viabilizar edição do Enem em abril, conforme previsto anteriormente. A cinco dias de deixar o Ministério da Educação para se dedicar à disputa pela prefeitura de São Paulo nas eleições de outubro, ele disse que a pasta poderá abrir mão de realizar duas edições do Enem em 2012.
Segundo o ministro, o governo "não pode lançar a ideia" sem ter condições de "atender". "O coroamento do Enem passa por duas edições por ano, mas não podemos colocar a máquina em fadiga, sobretudo com essas novas exigências que estão sendo feitas pelo Ministério Público”, afirmou em entrevista após participação no programa de rádio "Bom Dia, Ministro", produzido pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC).

Estudantes entram na reta final para o Enem; confira dicas

Com o fim das férias, alunos retomam preparação para as provas.

Refazer exames dos anos anteriores é uma forma de estudar.

Ana Luiza Bessa, que se prepara para o Enem (Foto: Arquivo pessoal)Ana Luiza Carvalho Bessa, de 17 anos , fará Enem
pela segunda vez (Foto: Arquivo pessoal)
Grande parte dos estudantes brasileiros volta às aulas nesta segunda-feira (1º) com a missão de se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Marcado para os dias 22 e 23 de outubro, o exame já é utilizado no processo de seleção de 83 universidades públicas e institutos federais, segundo o MEC, e cada ano ganha mais importância entre os alunos que disputam uma vaga no ensino superior da rede pública.
A menos de três meses da prova, estudantes que farão o exame e professores de escolas que têm notas altas no exame dão dicas do que pode ser feito nesta reta final. Treinamento de leitura, resolução de exercícios e participação de simulados são algumas das principais recomendações
.
Uma prova de leitura e resistência. Assim o professor de literatura do Colégio Helyos, na Bahia, Alex Freitas Valadares. Na escola, que teve a nona nota mais alta do país no exame de 2009, os alunos que cursam o terceiro ano do ensino médio não têm uma preparação específica para a prova.
“As habilidades são trabalhadas durante o ensino fundamental e médio. O treino ocorre ao longo de muito tempo e não é coisa de um ano”, diz Valadares.
Para ele, o Enem é uma prova de resistência, pois o aluno tem de responder 180 questões; e de leitura, já que toda questão tem um texto prévio. “Para se dar bem é preciso ler bastante. O aluno que não lê, não escreve bem. Também é necessário treinar a redação.”
Veja dicas para ir bem no Enem:
Treine leitura, redação e faça resumos sobre cada tema estudado
Faça exercícios de exames passados e prepara-se para responder questões de lógica e interpretação
Faça simulados para se acostumar com o tempo de prova e com o preenchimento do gabarito
Estude atualidades, lendo notícias e vendo filmes
No dia da prova, responda primeiro as questões mais fáceis e disciplinas que tem facilidade
Valarades afirma que outras formas de se preparar para o exame é assistir a filmes simbólicos e ler atualidades. “Filmes como "Cisne Negro" e "Babel" trabalham a identidade e instrumentaliza a mente do aluno. Já assuntos como a crise americana e o massacre na Noruega podem ser cobrados.”
Ana Luiza Carvalho Bessa, de 17 anos, mora em Feira de Santana, na Bahia, e vai prestar o Enem neste ano pela segunda vez. No ano passado, fez como treineira.
Ana Luiza afirma que, para quem está se preparando para vestibulares mais tradicionais como os da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Enem é uma consequência.
“A prova não exige conhecimento específico, é mais lógica e interpretação. Para ir bem no Enem é preciso ter o hábito da leitura porque é mais global. Os outros vestibulares exigem conhecimento específico e detalhes.”
No Colégio Helyos, onde Ana Luiza estuda, há provas todos os sábados, por isso ela está acostumada a manter o ritmo de estudos e não deixar a matéria acumular, além de controlar a ansiedade e nervosismo na hora das avaliações. “Estou bem acostumada a fazer prova.”
A estratégia de Ana Luiza para fazer um bom Enem é ser rápida e direta. “São muitas questões, por isso é preciso ser objetivo. A redação sempre traz temas genéricos, mas não dá tempo de fazer grandes abordagens. É necessário investir em uma estrutura simples e objetiva.” Para treinar, a recomendação da vestibulanda é resolver os exames anteriores dos anos anteriores.
Filha de urologista e pediatra, Ana Luiza pretende seguir a carreira dos pais. Além do Enem, vai prestar os vestibulares das principais universidades públicas de São Paulo.
Viviane Coutinho Leal, de 17 anos, estuda até as 21h para se preparar para o Enem (Foto: Arquivo pessoal)Viviane Coutinho Leal, de 17 anos, vai tentar vaga
em universidades federais com nota do Enem
(Foto: Arquivo pessoal)
Tempo
Viviane Coutinho Leal, de 17 anos, faz o terceiro ano do ensino médio no Instituto Dom Barreto, em Teresina, no Piauí. O colégio ficou na segunda colocação no ranking de notas do Enem 2009. A estudante faz exercícios de exames passados e participa de simulados da prova toda semana. “Fico na escola da uma (13h) às nove (21h) e estudo mais umas quatro horas por dia em casa”, diz.
Viviane vai tentar uma vaga em direito na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e na Universidade Federal do Ceará (UFC). Ambas usam a nota do Enem para selecionar estudantes pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU). A jovem vai tentar ainda uma vaga em publicidade na ESPM, em São Paulo. “Agora acho que está na hora de já ter o conteúdo e fazer mais exercícios, treinar exercícios e o tempo”, afirma.
Nos simulados, estão trabalhando administração do tempo, concentração e também cada um vai criando
um estilo de responder"
Florinda Manuchaguian, coordenadora pedagógica do Colégio Albert Sabin
Leitura
No Colégio Albert Sabin, em São Paulo, os estudantes participam de simulados de vestibular desde o primeiro ano do ensino médio. Semanas antes do Enem, em outubro, os alunos do terceiro ano terão uma maratona de estudos com questões de exames passados. "Nos simulados, estão trabalhando administração do tempo, concentração e também cada um vai criando um estilo de responder", disse a coordenadora pedagógica do colégio, Florinda Manuchaguian.
Além disso, a escola estimula a participação em olimpíadas de conhecimento, como astronomia, robótica e história. “O tipo de questão é parecido com o Enem."
Entre os exercícios feitos pelos alunos está o “mapa conceitual”. A turma escolhe um tema e cada aluno é incentivado a escrever mais sobre outros conceitos e assuntos relacionados a ele. Em biologia, se o tema for sistema reprodutor, por exemplo, eles falam mais sobre conceitos como gameta, testículo, ovário, útero e fecundação.
“No final, forma uma espécie de fluxograma, porque começa a partir da palavra-chave do conteúdo e coloca tudo que aprendeu sobre esse conteúdo. Sempre fazendo links, fazendo flechas em cima de cada palavra. Isso começa lá em cima e vai crescendo. Vai perceber quanto se apropriou daquele conteúdo. Eles gostam de fazer, porque resume”, diz Florinda.
Alunos do Colégio Albert Sabin, em São Paulo, estudam em laboratório de ciências (Foto: Divulgação)Alunos do Colégio Albert Sabin, em São Paulo,
estudam em laboratório de ciências
(Foto: Divulgação)
Os estudantes têm ainda uma carga horária mais pesada de português e matemática, disciplinas que ajudam em todas as outras. Há estímulo constante de leitura e oficinas de redação semanais.
Para o dia da prova, Florinda sugere que os estudantes respondam primeiro as questões mais fáceis. Outra dica é grifar no enunciado aquilo que a pergunta pede. Quando ficar em dúvida, o estudante deve marcar as respostas possíveis e deixar para responder no final. Quando voltar, lê apenas as respostas possíveis e perde menos tempo.
O preenchimento correto do gabarito é essencial. Florinda diz que o estudante deve responder metade das questões e preencher o gabarito, para não ficar tudo para a última hora. Neste momento, a atenção deve ser redobrada para não errar nenhuma questão. “Temos casos de alunos que pularam uma questão e perderam todas as outras”, diz a coordenadora pedagógica.

Estudantes entram na reta final para o Enem; confira dicas

Com o fim das férias, alunos retomam preparação para as provas.

Refazer exames dos anos anteriores é uma forma de estudar.

Ana Luiza Bessa, que se prepara para o Enem (Foto: Arquivo pessoal)Ana Luiza Carvalho Bessa, de 17 anos , fará Enem
pela segunda vez (Foto: Arquivo pessoal)
Grande parte dos estudantes brasileiros volta às aulas nesta segunda-feira (1º) com a missão de se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Marcado para os dias 22 e 23 de outubro, o exame já é utilizado no processo de seleção de 83 universidades públicas e institutos federais, segundo o MEC, e cada ano ganha mais importância entre os alunos que disputam uma vaga no ensino superior da rede pública.
A menos de três meses da prova, estudantes que farão o exame e professores de escolas que têm notas altas no exame dão dicas do que pode ser feito nesta reta final. Treinamento de leitura, resolução de exercícios e participação de simulados são algumas das principais recomendações
.
Uma prova de leitura e resistência. Assim o professor de literatura do Colégio Helyos, na Bahia, Alex Freitas Valadares. Na escola, que teve a nona nota mais alta do país no exame de 2009, os alunos que cursam o terceiro ano do ensino médio não têm uma preparação específica para a prova.
“As habilidades são trabalhadas durante o ensino fundamental e médio. O treino ocorre ao longo de muito tempo e não é coisa de um ano”, diz Valadares.
Para ele, o Enem é uma prova de resistência, pois o aluno tem de responder 180 questões; e de leitura, já que toda questão tem um texto prévio. “Para se dar bem é preciso ler bastante. O aluno que não lê, não escreve bem. Também é necessário treinar a redação.”
Veja dicas para ir bem no Enem:
Treine leitura, redação e faça resumos sobre cada tema estudado
Faça exercícios de exames passados e prepara-se para responder questões de lógica e interpretação
Faça simulados para se acostumar com o tempo de prova e com o preenchimento do gabarito
Estude atualidades, lendo notícias e vendo filmes
No dia da prova, responda primeiro as questões mais fáceis e disciplinas que tem facilidade
Valarades afirma que outras formas de se preparar para o exame é assistir a filmes simbólicos e ler atualidades. “Filmes como "Cisne Negro" e "Babel" trabalham a identidade e instrumentaliza a mente do aluno. Já assuntos como a crise americana e o massacre na Noruega podem ser cobrados.”
Ana Luiza Carvalho Bessa, de 17 anos, mora em Feira de Santana, na Bahia, e vai prestar o Enem neste ano pela segunda vez. No ano passado, fez como treineira.
Ana Luiza afirma que, para quem está se preparando para vestibulares mais tradicionais como os da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), o Enem é uma consequência.
“A prova não exige conhecimento específico, é mais lógica e interpretação. Para ir bem no Enem é preciso ter o hábito da leitura porque é mais global. Os outros vestibulares exigem conhecimento específico e detalhes.”
No Colégio Helyos, onde Ana Luiza estuda, há provas todos os sábados, por isso ela está acostumada a manter o ritmo de estudos e não deixar a matéria acumular, além de controlar a ansiedade e nervosismo na hora das avaliações. “Estou bem acostumada a fazer prova.”
A estratégia de Ana Luiza para fazer um bom Enem é ser rápida e direta. “São muitas questões, por isso é preciso ser objetivo. A redação sempre traz temas genéricos, mas não dá tempo de fazer grandes abordagens. É necessário investir em uma estrutura simples e objetiva.” Para treinar, a recomendação da vestibulanda é resolver os exames anteriores dos anos anteriores.
Filha de urologista e pediatra, Ana Luiza pretende seguir a carreira dos pais. Além do Enem, vai prestar os vestibulares das principais universidades públicas de São Paulo.
Viviane Coutinho Leal, de 17 anos, estuda até as 21h para se preparar para o Enem (Foto: Arquivo pessoal)Viviane Coutinho Leal, de 17 anos, vai tentar vaga
em universidades federais com nota do Enem
(Foto: Arquivo pessoal)
Tempo
Viviane Coutinho Leal, de 17 anos, faz o terceiro ano do ensino médio no Instituto Dom Barreto, em Teresina, no Piauí. O colégio ficou na segunda colocação no ranking de notas do Enem 2009. A estudante faz exercícios de exames passados e participa de simulados da prova toda semana. “Fico na escola da uma (13h) às nove (21h) e estudo mais umas quatro horas por dia em casa”, diz.
Viviane vai tentar uma vaga em direito na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e na Universidade Federal do Ceará (UFC). Ambas usam a nota do Enem para selecionar estudantes pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU). A jovem vai tentar ainda uma vaga em publicidade na ESPM, em São Paulo. “Agora acho que está na hora de já ter o conteúdo e fazer mais exercícios, treinar exercícios e o tempo”, afirma.
Nos simulados, estão trabalhando administração do tempo, concentração e também cada um vai criando
um estilo de responder"
Florinda Manuchaguian, coordenadora pedagógica do Colégio Albert Sabin
Leitura
No Colégio Albert Sabin, em São Paulo, os estudantes participam de simulados de vestibular desde o primeiro ano do ensino médio. Semanas antes do Enem, em outubro, os alunos do terceiro ano terão uma maratona de estudos com questões de exames passados. "Nos simulados, estão trabalhando administração do tempo, concentração e também cada um vai criando um estilo de responder", disse a coordenadora pedagógica do colégio, Florinda Manuchaguian.
Além disso, a escola estimula a participação em olimpíadas de conhecimento, como astronomia, robótica e história. “O tipo de questão é parecido com o Enem."
Entre os exercícios feitos pelos alunos está o “mapa conceitual”. A turma escolhe um tema e cada aluno é incentivado a escrever mais sobre outros conceitos e assuntos relacionados a ele. Em biologia, se o tema for sistema reprodutor, por exemplo, eles falam mais sobre conceitos como gameta, testículo, ovário, útero e fecundação.
“No final, forma uma espécie de fluxograma, porque começa a partir da palavra-chave do conteúdo e coloca tudo que aprendeu sobre esse conteúdo. Sempre fazendo links, fazendo flechas em cima de cada palavra. Isso começa lá em cima e vai crescendo. Vai perceber quanto se apropriou daquele conteúdo. Eles gostam de fazer, porque resume”, diz Florinda.
Alunos do Colégio Albert Sabin, em São Paulo, estudam em laboratório de ciências (Foto: Divulgação)Alunos do Colégio Albert Sabin, em São Paulo,
estudam em laboratório de ciências
(Foto: Divulgação)
Os estudantes têm ainda uma carga horária mais pesada de português e matemática, disciplinas que ajudam em todas as outras. Há estímulo constante de leitura e oficinas de redação semanais.
Para o dia da prova, Florinda sugere que os estudantes respondam primeiro as questões mais fáceis. Outra dica é grifar no enunciado aquilo que a pergunta pede. Quando ficar em dúvida, o estudante deve marcar as respostas possíveis e deixar para responder no final. Quando voltar, lê apenas as respostas possíveis e perde menos tempo.
O preenchimento correto do gabarito é essencial. Florinda diz que o estudante deve responder metade das questões e preencher o gabarito, para não ficar tudo para a última hora. Neste momento, a atenção deve ser redobrada para não errar nenhuma questão. “Temos casos de alunos que pularam uma questão e perderam todas as outras”, diz a coordenadora pedagógica.